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REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O BÊBADO QUE MATOU CHICO CUNHA













Por aqui tinha um caboco
Que bebia todo dia
No lugar que ele passava
A catinga rescendia
Tão forte que a prefeitura
Contratou a criatura
Que seria de serventia!

Eu tive pena do moço
Pela injustiça do povo
Após serviço prestado
Chamaram ele de novo
Foi condenado o rapaz
Por uma causa eficaz:
Matou Chico inda no ovo!

Depois que entendeu o fato
Doutor Juiz Oiticica
Libertou o bom rapaz
E o povo não mais critica.
Ele apenas em um dia
Acabou com a epidemia
Do 'Chico Cunha' e da Zica!

terça-feira, 8 de março de 2016

PARABÉNS A TODAS AS MULHERES !


Mulher, graça da vida concebida,
tu encantas o meu mundo com ternura!
Sem ti, sou moribundo, sou tristura!
Sem ti, não há chegada... só partida!

De nós Deus te pensou pra ser querida
e fez-te assim com o dom da formosura!
Sem ti, eu morreria de amargura...
contigo, mais e mais eu tenho vida!

O Deus de todos nós pensou em tudo;
deu-nos a ti pra sermos teu escudo
e fez de nós um par... o mais perfeito!

Bendita sejas tu − assim quer Deus −
que gozes dos direitos que são teus!
...Um beijo, com carinho... esse é meu jeito!

quarta-feira, 2 de março de 2016

CANTARES


Do velho arquivo do tempo
Que o tempo fez em poeira
Nem tudo foi pelos ares...
As flores de laranjeira
Bem postas em teus cabelos
E que eram nossos desvelos
Inda embalam meus cantares!

Coisas assim acontecem
Pra que ninguém nunca esqueça
Que a vida tem seus pesares!
O tempo tinge a cabeça
Apesar dos nossos zelos
Vê longe nossos apelos
Sobre alusões milenares...

Mesmo assim, canto as canções
Que a minha mão escreveu,
Para atingir teus pensares...
Cantarei cantos de Orfeu
Verei Eurídice em ti
Por fim, verás como eu vi
Nós dois em nossos olhares!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

NÃO SE ARROGUE O DIREITO DE SER NÉSCIO, DÊ-ME UM SONETO, POR FAVOR!


Permita-me um soneto, por favor!
Desculpe-me... tem rima em minha vida.
Direi uns poucos versos de partida,
do muito que na vida tem valor!

Soneto é como o doce do licor,
em lábios já sedentos por bebida;
é bálsamo se a dor se faz sentida
e é cura − como o tempo − em dor de amor!

Assim faz o soneto com o poeta;
adoça a alma, encanta e o liberta
dos muitos desencantos da ilusão!

Permita-me um soneto, serei breve:
Que alguém jamais se arrogue ou, enfim, se eleve
− às custas do poder − ante a razão!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A CURVA DA EXISTÊNCIA


Quando não mais agradas a um alguém,
Quando nem brincadeiras têm mais graça,
Verás que, de verdade, o tempo passa!
Verás que passarás um dia também!

O tempo nunca pára pra ninguém...
No mesmo ritmo vai e não disfarça!
Nada do que foi antes nos retém...
Quem sabe... Um velho banco numa praça!

Não fique triste, pois, é a realidade,
Que há séculos nos mostra, sem piedade,
A curva descendente da existência!

Nunca se desespere na saudade...
Quem sabe, o fim de tudo é a liberdade,
Pois, quem zela por nós é a Providência!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SONETO PARA REFLEXÃO


A vida é uma viagem ao distante!
De onde partimos, nunca saberemos...
Nem planos, nem propostas que fizemos,
Nem mesmo se estaremos lá adiante...

Nossa visão é curta ainda o bastante!
Sequer saber o quê a que viemos,
Foi-nos legado como relevante!
Uma certeza temos, morreremos!

Vidas entrelaçadas, de retalhos,
De choros, alegrias, sofrimento!
De líricos momentos, de trabalhos...

A vida é um conjunto em movimento,
Na imensidão do cosmos, entre atalhos,
A nos levar a Deus, no firmamento!