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REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

quinta-feira, 14 de março de 2013

POESIA - Homenagem ao Dia da Poesia

Retrato d’alma escrito em poucas linhas,
Estigmas inconscientes escondidos,
Ages na contramão dos esquecidos...
Rosas, espinhos, árvores daninhas!

Do poeta o coração mais que adivinhas,
Em todos os meandros percorridos!
Do poeta és a rainha entre as rainhas,
Em séculos e séculos vividos!

Poesia, tu és a porta e és a janela!
És válvula de escape, és oração...
És o âmago do poeta e sua vazão...

És entre as artes todas a mais bela;
És o retrato fiel do coração,
A essência da beleza em aquarela!

quarta-feira, 13 de março de 2013

LAGO AZUL - A ti


Distante e em flama aqueces minha vida,
que do calor suplica com insistência,
a contorcer-se em dor por tua ausência,
a me arrastar pra longe de vencida...

De longe vês o quanto me é sentida
a falta dos teus ais e a convivência
dos teus desejos mudos, na incontida
vontade do aconchego e da vivência!

Não tarda muito e sigo para alhures,
para o infinito eterno do descanso...
para lugares onde não procures...

Sem correntezas, pedras... só remanso!
Sem coração nem peito a que tu fures
...no lago azul perene em que me lanço!

terça-feira, 12 de março de 2013

ESTRANHO ANIMAL


Balbuciando o amargo em solavanco,
Em vitupérios pobres de razão,
Segue trotando o rústico alazão,
Gesticulando o afronte em cada flanco!

Invade o brejo e molha-se no tranco,
A se esbaldar nas águas da vazão!
Refestelar-se contra algum barranco
É prazeroso e faz-lhe folgazão!

Não há sinal de dor em seu caminho,
Determinado está em qualquer azo...
Num de repente, cala-se mancinho,

Relincha solto e corre em grande arraso,
Pra descansar à noite bem sozinho,
E usar da vida em seu último prazo...



domingo, 10 de março de 2013

SONHOS QUE SE VÃO


Na alvura celestial que eu via acima,
Qual flocos sobrepostos de algodão,
Da plúmea e alvínea nesga aló se vão
Resquícios colossais da minha estima!

Lembranças vêm à mente que se anima,
Enquanto imagens mudam-se em ação...
É o mesmo céu que eu via lá em cima...
Aqui também é o mesmo coração!

Mas algo se fechou cá nos meus eus,
Perdidos nas esquinas e nas ruas...
No céu, a mesma lua em quatro luas

É a mesma que eu sonhava em sonhos meus!
... Perderam-se as imagens seminuas,
Deixando-me a saudade... Como adeus!


sábado, 9 de março de 2013

COTIDIANO (um poema varano)



Ecoa o grito
Pelo infinito
Pedindo paz...
Que nos apraz
... E um mundo são!

Humanos somos
Não somos gomos
A descartar
A esmagar
... Jogar ao chão!

Eis as calçadas!
Viram privadas
Antros de drogas
Diante das togas!
... Que escuridão!

Fora a ganância!
Que extirpa a infância
Destrói a alma
Deturpa a calma
... Por ambição!

Quanto poder
Muito a fazer
E nada fazem!
Na rua jazem
... Qual multidão...

Diz-se que é um baque
O tal do craque;
Não vão à fonte
Tão bem defronte
... Por omissão!

Tratar somente
É leniente
Mas não resolve...
Mais absolve
... Pura ilusão!

Vão à 'tevê'
Dizer o quê?
Que estão fazendo
E acontecendo?
... Voto mais não!

O mundo sofre
Ao ver o cofre
De alguns encher
Contra o morrer
... Sem solução!

sexta-feira, 8 de março de 2013


MULHER – Parabéns por todos os dias!

Mulher és flor
Também és dor
Geras a vida
Lutas na lida
...És soberana!

Tu és sombra e sol
És nosso escol
És lua brilhante
Amada e amante
...Tu és doce e és gana!

Tu és leite puro
Colo seguro!
És mãe e filha
Do amor a ilha
...Minha gincana!

...........................
Meus parabéns!
Ao mundo tens!
Rendo-te um preito
E osculo o peito
...Que amor emana! 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BANAL

Vivemos nós num mundo de ilusões,
Entre o prazer e dores bem reais,
E entre os impulsos fortes das paixões,
A nos fazerem menos racionais...

Valorizando coisas tão banais,
Vivemos entre sonhos e abstrações,
Não vendo em plena vida os apagões
E nos fazendo mais irracionais!

É o cada um por si que prevalece,
No jogo de ambições que a vida traz,
Desde o começo até o seu final!

..........................................................
Mudemos, já, esse mundo, onde mais cresce
O distanciamento à plena paz
E a valorização do que é banal!...

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