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REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

sábado, 7 de maio de 2011

Lua-Mulher


Alegram-se os botões, a rosa, a flor,
Quando tu passas lépida e serena,
Recebes um sorriso da açucena
E esbanjas teu perfume com ardor!...

Alegra-se o meu peito ao ver passar
Teu vulto encantador, Lua-Mulher!
Beija-me solidário um mal-me-quer,
Deliro junto aos lírios por te amar!

Nesse frescor que exalas ao andar,
Não imaginas nem que eu te desejo,
Nem que o amor maior agora ensejo,
Só para eternamente te ofertar!...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mariquinha


Pelas ruas onde passo,
Nos dias em que o mormaço
Deixa o céu acinzentado,
Bate uma saudade louca,
Que resseca minha boca...
Volta-me todo o passado...

Era mormaço e, outrora,
Tão amante quanto agora,
Vi Mariquinha sorrir...
Usava roupa de chita,
Era uma moça bonita!
Era o presente e o porvir...

Parei em frente a sua casa
Mandei um “pombo-sem-asa
- Um bilhete escrito a mão;
Nele eu perguntava a ela,
De uma maneira singela,
Se queria meu coração!

Num piscar de olho, ela,
Debruçada na janela,
Deu-me um sinal - disse sim...
De pronto, naquele instante,
Fui a um jardim não distante,
Peguei pra ela um jasmim...

Mariquinha tão faceira
Veio pra mim na carreira,
Correndo pra me abraçar...
Pulou na minha cintura,
Escanchou-se e, com loucura,
Começamos a beijar...

Daquele dia em diante,
Eu e ela, dois amantes,
Éramos um de dois ‘eus’!
...........................................
Hoje lembro, com saudade,
Cada rua da cidade...
De onde um dia eu disse adeus...

Para Meire (homenagem póstuma)


Encantos da minha vida,
Desencantos de partida...
São difíceis de contar...
Deixaram marcas perenes,
De Alisses a Milenes...
Tantas, tantas pude amar...

Entre encantos, desencantos,
Muitas dores, muitos prantos
Meu coração suportou...
Mas de todas as tristezas,
A mais forte, com certeza,
Foi quando Meire expirou!...

HAICAIS

Novo dia vem
Sol nasce trazendo paz
Novos caminhos

        ***

Indomável ser
Natureza bélica
Luar sem amor

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Poesia Minimalista


O manejo
Sem traquejo
Vai ao ar
Perde o beijo

Nunca esmoreça


Quando houver desinteresse
Rondando sua cabeça
Corte o mal antes que cresça
Não deixe que o amor feneça
Mude a malvada rotina
Inove no que fascina
Não morra, nunca esmoreça!
Não deixe que o pessimismo
Crie pra você um abismo
Troque as lentes dos seus olhos
Afaste-se dos abrolhos
Deixe que o Bem prevaleça!

Incautas

Massas humanas incautas
Engasgadas pelo engodo
Empanzinadas com mentiras
Iludidas com o supérfluo
Donas de um sucesso fátuo
É de vocês que eles gostam
Que arrotam mil vantagens
Falcatruas, sacanagens
Impunidade, favores...
Em vocês eles apostam
Põem vocês em suas pautas
É de vocês que eles gostam
Vocês são os seus amores
Vão boiando em dissabores
Massas humanas incautas...