sábado, 15 de setembro de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
SAGA
Já não me vejo teu – como algum dia...
os elos se romperam... nós não vimos!
Voamos nas alturas, lá nos cimos,
em saga de aventuras e alegria!
Dormimos embalados de magia...
e numa noite nossa, nos sentimos
os donos de nós dois... sem mais arrimos,
bem longe, na distância e fantasia!
Voamos de regresso às nossas vidas,
tão cheias de subidas e descidas,
vividas entre o amor e a razão...
Perdemo-nos... sequer com despedidas...
e as nossas aventuras − tão vividas −
roubaram-te a nobreza do perdão!
sábado, 7 de julho de 2018
RAPINA ENDÊMICA – Colarinhos brancos
Na busca pelo bem que lhes conforta,
pessoas se confundem pela estrada,
às vezes, escolhendo a trilha errada;
daí pra frente, a estrada mais entorta!
Aos muitos no poder, de nada importa:
Perdidos na ganância desregrada,
usurpam dos incautos − na calada −
até o parco pão da vida morta!
Parecem-se vorazes em surdina,
− os colarinhos brancos de rapina −
quais porcos comensais da meia luz!
Corruptos de propina enrijecidos
relutam contra as leis... são ‘perseguidos’
− E saem!!!... Clamando em falso por Jesus!!!
sexta-feira, 11 de maio de 2018
LANÇAMENTO adiado p/depois da Copa
LANÇAMENTO adiado no Brasil, para depois da Copa do Mundo, devido à greve dos caminhoneiros!!!
c/a presença do autor
Local: Choperia ZERO GRAU com show do músico Nill Resende!
Endereço: Rua Marcílio Dias, 165 (próximo ao Colégio Salesiano) Jardim Jalisco - Resende-RJ
* DÊ UM LIVRO A QUEM VOCÊ GOSTA ! *
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
NAS TERRAS DE MARRUÁ
─ Nas estradas que eu
trafego
Muitas histórias carrego
Pois é nisso que eu me
apego
E sempre volto pra cá!
─ Vi um dia o Jesuíno
Lá no bar de Valdivino
A falar do seu destino
Nas terras de Marruá!
Era um cabra valentão
Fumava, cuspia no chão
Dois palmos tinha sua mão
E ele mentia que só!
Sempre contava vantagem
De vitória e vadiagem
Em mil e uma viagem
Mentia de fazer dó!
O cabra falava tanto
Que eu calado ali no
canto
Quase que até me levanto
Pra mandar ele parar!
Foi quando entrou ‘mineirim’
Com cara de ‘coitadim’
Se abancou lá num
‘cantim’
Pra ‘mode’ ao cabra
escutar...
O cabra olhou de soslaio
Meteu a mão num balaio
Fez do seu jeito um
ensaio
Olhando pro ‘mineirim’...
Disse: Em terra de
valente
Caipira fica sem dente
Pois mais mineiro que
gente
Já mandei lá pros
‘confim’!
Mineirim coçou a testa
Disse: ocê, home, num
presta!
Hoje a burra desembesta
Causquieu num fujo de
briga!
Eu vou achatá sua venta
Causqui sua cara é
nojenta
Façocê cumê pimenta
Inté tê dor de barriga!
O cabra arrancou a faca
Disse: vem, cara de vaca
Te achato que nem pataca.
E engalfinharam-se os
dois!
Era coice, igual na baia
Pontapé, rabo de arraia
‘Ispritu’ de malafaia
Como em briga de dois
bois!
O negócio ficou feio
Gente em volta, eles no
meio
Mais parecia um rodeio
Sem proteção, sem cercado
Voava pé de chinelo
Chapéu, bainha, cutelo
Naquele belo duelo
Até vir o delegado
Delegado viu a briga
Faca riscando barriga
E ele ali fazendo figa
Pra ninguém se machucar
Foi quando o povo apartou
E a briga ali terminou
Delegado então falou
'Vamagora' conversar!
Gritou alto o mineirim:
Eu só briguei um cadim
Purcaus quiele disse a
mim
Quieu só sei dançá
catira!
Mostrei pra ele, dotô,
Doncovim e proncovô
Pra respeitá eu, ô sô!
Com honra sou caipira...
Delegado foi além:
─ Se o caipira é do bem
Eu o respeito também.
Falo como delegado!
Hoje eu vi briga de fato
Acerto dos dois no ato
Foi briga de cão e gato
Nenhum dos dois é
culpado!
Delegado Celestino
Disse então a Jesuíno
Que desde que era menino
Morador da trizidela
Queria ver um duelo
Como aquele... assim tão
belo!
Disse mais: Pegue o
chinelo
E volte pra Currutela!
..........................................
Como a desse Jesuíno
Com mineirim no destino
Eu cá comigo imagino
Estórias que ouço cá!
Vou levando a vida em paz
Destino a gente é quem
faz
Aprendi isso, rapaz
...Nas terras de Marruá!
domingo, 17 de setembro de 2017
VEREDAS... TANTAS...
Nas veredas mais
distantes,
nos longes da flor da
idade,
caminhei sem ter saudade,
brinquei todos os
instantes,
os calmos e os excitantes,
entre as ramas e os cipós,
trançados quais fossem
nós,
com água dando no peito...
vi jacarés... dei meu
jeito
e atravessei igapós!
Nunca gostei de chapéu;
andei em carros de boi,
ouvi sapos ‘foi-não-foi’,
deitei na grama, vi o céu,
nuvens de ‘algodão’ ao
léu...
Pude ouvir os colibris
e o cantar das juritis,
das jaçanãs e nhambus...
Comi amoras, cajus,
carambolas, sapotis...
Não vi o tempo na esteira;
era o presente que eu via;
e a vida pra mim sorria!
Sério só de brincadeira;
subia, descia ladeira;
o mundo era meu inteiro;
se derradeiro ou primeiro,
era assim, feito pra mim;
e eu achava não ter fim,
fosse janeiro a janeiro!
Hoje a vida me faz graça...
Solta-me pouco na rua,
não há serestas à lua,
nos velhos bancos da
praça...
É vida pela vidraça,
retratos, recordações
de amores e corações...
..................................
..................................
Mas...fiz o feito bem
feito,
não há remorso no peito,
tampouco... desilusões!...
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
NUMA RUA DO PASSADO
Hoje volto àquela rua,
que há muito tempo não
vejo;
olho em volta e, em vão,
procuro
o rosto que inda desejo...
As árvores já cresceram;
as mais antigas morreram,
como o velho do realejo!
Sou como estranho no
ninho;
os daqui não me conhecem.
As casas têm muros altos;
algumas nem aparecem;
é gente andando com
pressa!
Olho a placa... a rua é
essa!
...E os jardins ainda
florescem!
Nessa rua morava ela,
a Mariquinha assanhada;
sempre que eu aparecia,
era a minha namorada;
era um flerte, um
namorico...
ela era do Tonico
...e ele não sabia de
nada!
Continuo na minha andança.
Vou ao bar do seu Manoel;
ando um pouco até a
esquina;
eu era freguês fiel;
comprava ali a cerveja...
Quem sabe lá eu reveja
algum bardo ou menestrel!
Dessa vez eu não errei.
Encontrei um amigo meu,
já grisalho e barrigudo!
Disse: “Muito aconteceu!
Tá vendo aquela janela?
Não é mais a casa dela...
E seu Manoel... já
morreu!”
Não consegui dizer nada;
a minha voz se calou!
Meu amigo percebeu
e, em seguida, completou:
“Mas tenho uma boa
surpresa:
Veja atrás... mas que
beleza!”
......................................
...Mariquinha me abraçou!
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