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REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

terça-feira, 12 de março de 2013

ESTRANHO ANIMAL


Balbuciando o amargo em solavanco,
Em vitupérios pobres de razão,
Segue trotando o rústico alazão,
Gesticulando o afronte em cada flanco!

Invade o brejo e molha-se no tranco,
A se esbaldar nas águas da vazão!
Refestelar-se contra algum barranco
É prazeroso e faz-lhe folgazão!

Não há sinal de dor em seu caminho,
Determinado está em qualquer azo...
Num de repente, cala-se mancinho,

Relincha solto e corre em grande arraso,
Pra descansar à noite bem sozinho,
E usar da vida em seu último prazo...



domingo, 10 de março de 2013

SONHOS QUE SE VÃO


Na alvura celestial que eu via acima,
Qual flocos sobrepostos de algodão,
Da plúmea e alvínea nesga aló se vão
Resquícios colossais da minha estima!

Lembranças vêm à mente que se anima,
Enquanto imagens mudam-se em ação...
É o mesmo céu que eu via lá em cima...
Aqui também é o mesmo coração!

Mas algo se fechou cá nos meus eus,
Perdidos nas esquinas e nas ruas...
No céu, a mesma lua em quatro luas

É a mesma que eu sonhava em sonhos meus!
... Perderam-se as imagens seminuas,
Deixando-me a saudade... Como adeus!


sábado, 9 de março de 2013

COTIDIANO (um poema varano)



Ecoa o grito
Pelo infinito
Pedindo paz...
Que nos apraz
... E um mundo são!

Humanos somos
Não somos gomos
A descartar
A esmagar
... Jogar ao chão!

Eis as calçadas!
Viram privadas
Antros de drogas
Diante das togas!
... Que escuridão!

Fora a ganância!
Que extirpa a infância
Destrói a alma
Deturpa a calma
... Por ambição!

Quanto poder
Muito a fazer
E nada fazem!
Na rua jazem
... Qual multidão...

Diz-se que é um baque
O tal do craque;
Não vão à fonte
Tão bem defronte
... Por omissão!

Tratar somente
É leniente
Mas não resolve...
Mais absolve
... Pura ilusão!

Vão à 'tevê'
Dizer o quê?
Que estão fazendo
E acontecendo?
... Voto mais não!

O mundo sofre
Ao ver o cofre
De alguns encher
Contra o morrer
... Sem solução!

sexta-feira, 8 de março de 2013


MULHER – Parabéns por todos os dias!

Mulher és flor
Também és dor
Geras a vida
Lutas na lida
...És soberana!

Tu és sombra e sol
És nosso escol
És lua brilhante
Amada e amante
...Tu és doce e és gana!

Tu és leite puro
Colo seguro!
És mãe e filha
Do amor a ilha
...Minha gincana!

...........................
Meus parabéns!
Ao mundo tens!
Rendo-te um preito
E osculo o peito
...Que amor emana! 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

BANAL

Vivemos nós num mundo de ilusões,
Entre o prazer e dores bem reais,
E entre os impulsos fortes das paixões,
A nos fazerem menos racionais...

Valorizando coisas tão banais,
Vivemos entre sonhos e abstrações,
Não vendo em plena vida os apagões
E nos fazendo mais irracionais!

É o cada um por si que prevalece,
No jogo de ambições que a vida traz,
Desde o começo até o seu final!

..........................................................
Mudemos, já, esse mundo, onde mais cresce
O distanciamento à plena paz
E a valorização do que é banal!...

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domingo, 1 de janeiro de 2012

SAUDADE













Plantei uma flor
Na beira da estrada
Que é sempre regada
Com o meu amor
Dei um nome a ela
Por ser a mais bela
Quando lembro dela
Sinto seu olor!

Chamei-a de Lua
Lua prateada
Que na minha estrada
Me aparece nua
Prateando em mim
Este amor sem fim
Que me deixa assim
Na saudade tua!

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ANTONIETA É MINHA












Vou chamar Antonieta
Pra dançar essa quadrilha
Vou pegar água da bilha
Beber pra ficar porreta
Sei que ela vai aceitar
Vai as ‘canela’ azeitar
Que é pra não fazer desfeita
E como ela não rejeita
‘Vamo’ até o sol raiar!

Tão cantando ‘anavantu’
Tão cantando ‘anarriê’
Danço eu, dança ocê
Que é do norte ou que é do ‘su’
Nessa quadrilha porreta
Tem pimenta malagueta
Tem pena de urubu
O ‘eu’ dançano cum o ‘tu’
E eu... Só quero Antonieta!

Mariquinha e sinhá Chica
Tão de oio no Geraldo
Uma ofereceu seu caldo
A outra sua canjica
Zé Raimundo e Mundiquinha
Se acertarum na cozinha
É um abre e pega na bica
Quem quer comer ali fica
... Mas Antonieta é minha!

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