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REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para Meire (homenagem póstuma)


Encantos da minha vida,
Desencantos de partida...
São difíceis de contar...
Deixaram marcas perenes,
De Alisses a Milenes...
Tantas, tantas pude amar...

Entre encantos, desencantos,
Muitas dores, muitos prantos
Meu coração suportou...
Mas de todas as tristezas,
A mais forte, com certeza,
Foi quando Meire expirou!...

HAICAIS

Novo dia vem
Sol nasce trazendo paz
Novos caminhos

        ***

Indomável ser
Natureza bélica
Luar sem amor

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Poesia Minimalista


O manejo
Sem traquejo
Vai ao ar
Perde o beijo

Nunca esmoreça


Quando houver desinteresse
Rondando sua cabeça
Corte o mal antes que cresça
Não deixe que o amor feneça
Mude a malvada rotina
Inove no que fascina
Não morra, nunca esmoreça!
Não deixe que o pessimismo
Crie pra você um abismo
Troque as lentes dos seus olhos
Afaste-se dos abrolhos
Deixe que o Bem prevaleça!

Incautas

Massas humanas incautas
Engasgadas pelo engodo
Empanzinadas com mentiras
Iludidas com o supérfluo
Donas de um sucesso fátuo
É de vocês que eles gostam
Que arrotam mil vantagens
Falcatruas, sacanagens
Impunidade, favores...
Em vocês eles apostam
Põem vocês em suas pautas
É de vocês que eles gostam
Vocês são os seus amores
Vão boiando em dissabores
Massas humanas incautas...

sábado, 30 de abril de 2011

Novos Haicais

Drasticamente
Aniquilaram tudo
Sem piedade

      @@

Navalha fria
Morbidez incurável
Renega o amor

      @@

Espada corta
Vangloria-se do mal
Digna de pena

      @@

Dei-te (,) meu amor
Imerecidamente!
Esteira da dor...

Rancor e Mágoa

O rancor e a mágoa
Vão toldando o tesouro
Transformando em resquício
Diante de um precipício
Sentimentos de ouro...

Entre gritos calados
Em suspiros profundos
Vão-se a cor e o sabor...
O perfume da flor
Ganha os cheiros do mundo...

Faz-se grande o descaso
O abandono do amor
E o rancor traz a mágoa
Onde o pranto deságua
No infinito da dor...