REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

domingo, 17 de abril de 2011

Pedaço de Papel



Saltou-me às mãos como um pedaço de papel
O teu bilhete já manchado pela chuva,
Trazido ao vento na leveza de uma luva,
A procurar a pena e a voz de um menestrel!...

Tive o cuidado de tomá-lo com carinho,
Com seus rasgados, suas manchas amarelas...
Eu li a frase mais bonita entre as mais belas,
Em que me davas o endereço do teu ninho...

Velho pedaço de papel quase acabado...
Trazia a vida entre as rugas do amassado...
Podia-se ver de tuas mãos as digitais...

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Hoje ainda o guardo com cuidado e com carinho,
Lembrando as trilhas que eu seguia em desalinho,
Ávido a amar-te entre os arroubos de teus ais...