REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

sábado, 12 de março de 2011

Buraco do outro mundo

Numa rua onde eu passava,
Vi um buraco profundo!
Junto, uma placa indicava:
‘Para o outro lado do Mundo’.
Fiquei então curioso,
Mas, como sou cauteloso,
Aguardei mais um segundo.

Logo entrou um camarada
Muito gordo, quase obeso,
Que entrou em disparada
E logo voltou ileso.
Voltou esbelto e elegante,
Com um ar de triunfante,
Que até me deixou surpreso!

Decidi esperar mais,
Para ver se um outro entrava
E não voltaria jamais...
Mas enquanto eu esperava,
Uma senhora chegou,
Olhou pra mim e piscou,
Enquanto ali adentrava...

Fiquei um tanto confuso,
Com o que estava acontecendo!
Não que aquilo fosse abuso,
Mas me deixou remoendo,
Tentando entender ao certo
Se era astúcia de um esperto,
Ou ‘vero’ o que eu estava vendo!

Vi que quem dali saía
(O que eu não havia notado)
Não tinha a fisionomia
Do mesmo que havia entrado!
Será que era magia?
Só uma coincidência?
Fenômenos de vidência?
Ou será que eu estava errado?

Fui então com minhas pernas...
Fui lá dentro conferir...
Havia uma loja moderna,
Com gente a entrar e sair!
Veio u’a vendedora “louca”
Disse: “tire a sua roupa”
Tome essa pra vestir...

Era coisa de outro mundo
Que havia naquele buraco!
Em menos de um segundo,
Trocavam calça e casaco,
Tudo bem higienizado,
Num comércio organizado
E por certo nada fraco!

Anotei o endereço
Do buraco que encontrei,
Pra falar a quem conheço
Para ir ver o que eu achei.
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Ouvi alguém... Rindo... Rindo...
Dizer-me: “Tu estás dormindo!
E o buraco? ( perguntei )...
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Nesse momento... Acordei!!!