REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

domingo, 10 de março de 2013

SONHOS QUE SE VÃO


Na alvura celestial que eu via acima,
Qual flocos sobrepostos de algodão,
Da plúmea e alvínea nesga aló se vão
Resquícios colossais da minha estima!

Lembranças vêm à mente que se anima,
Enquanto imagens mudam-se em ação...
É o mesmo céu que eu via lá em cima...
Aqui também é o mesmo coração!

Mas algo se fechou cá nos meus eus,
Perdidos nas esquinas e nas ruas...
No céu, a mesma lua em quatro luas

É a mesma que eu sonhava em sonhos meus!
... Perderam-se as imagens seminuas,
Deixando-me a saudade... Como adeus!