REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

sábado, 27 de agosto de 2011

Meu Alazão (galope à beira mar)













Cantava, deitado, canção que escrevi,
Canção de saudade do meu alazão...
Meus olhos vermelhos molharam o chão,
Na mesma cadência que um dia já vi!
Lembrei do macio do pelo e o senti,
Da crina, das patas, do seu galopar
E até que deitava quando eu ia montar!...
O meu alazão foi presente de pai,
De quem a lembrança comigo inda vai,
Seguindo a galope na beira do mar!

Naquele cavalo andei mundo a fora,
Por matas e rios disposto a passar,
Sem medo, sem pressa, em todo lugar!
O meu alazão já não vive agora...
Mordida de cobra levou-o embora,
Deixando saudade na gente ao lembrar,
Dos belos passeios e seu galopar!...
Se alma tivesse, eu faria oração,
Traria de volta o meu alazão,
Pra andar a galope na beira do mar!...