REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

sábado, 20 de novembro de 2010

Barra de Guaratiba

                                   
Guaratiba, Guará, terra do peixe.
Seja qual for o jeito que alguém chame,
Não há quem te visite e que se queixe,
Quem te respire e que depois te deixe,
Sem que te beije e diga que te ame.

Nos dias quentes, peixe frito é lei
(Acompanhado de uma cervejinha).
Pratos, sabores, tantos que nem sei.
O bom gastrônomo se sente um rei
Enaltecendo tua boa cozinha.

Chega o inverno e tudo continua
Nas agradáveis tardes de ar  puro.
Em ti  o  passado a  vida  perpetua,
Num paradoxo entre o sol  e a  lua,
Entre o vislumbre de um mesmo futuro...

Nada muda! Pra quê? Que seja assim!
Essa estesia acalma os corações.
Que continue o mangue e as garças, sim!
Praias, montanhas, bares... Botequim,
Lindas mulheres, violões, canções...

Da  natureza  essa  maravilha,
Que bem faz jus ser berço da poesia,
Se espraia onde a lua paira e brilha:
De um lado a Pedra, do outro lado a Ilha,
No meio a Barra    vista que extasia!

Barra de Guaratiba é, pois, assim.
Seus manguezais  com belos caranguejos,
Um mar sereno, a praça com jardim,
Montanhas, escarpas, trilhas sem fim...
E um pôr-do-sol  de sonhos e desejos!...

(Do meu livro Vozes da Poesia)
http://www.biblioteca24x7.com.br/ (busque pelo nome do autor Ineifran Varão)