REGRAS PARA SE FAZER O POEMA VARANO

domingo, 14 de novembro de 2010

Ânsias

Anseio pelos olhos seus, distantes,
Luzindo sob o escuro e triste manto,
Que abraça e envolve a terra em noites frias!

As minhas ânsias voam como o vento,
Buscando a rosa rubra dos seus lábios,
Na ausência fria e insana dos seus beijos...

O meu desejo uivante em desespero,
Chora, buscando as folhas desgrenhadas,
De sua frondosa e vasta cabeleira,

Suplica aos loiros cachos que lhe pendem,
Para beijar os pomos cor de vinho,
Que apontam da nudez de sua beleza!...

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E, em minhas ânsias... Ânsias de revê-la,
Adejo qual o vento nas colinas,
Pouso no alto dos montes, junto ao céu,
Sorvendo o ar que ela expira de tão longe!...

E as ânsias minhas – Oh!... As minhas ânsias loucas
São vagas cor da lua, vagas de tristezas,
Deitando, em minha praia, espumas de agonia!...

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